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Sexta, 11 Dezembro 2015 14:14

Consumo cai 8,82% nos primeiros cinco meses de 2015

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O Índice de Consumo (IC – CDL POA) apresentou queda de 8,82% no acumulado do ano em maio de 2015. Em maio de 2014, mesmo mês do ano anterior, essa variação era de +8,02%.

O índice de Consumo (IC – CDL POA) captura o nível de consumo sem sazonalidade das famílias gaúchas. O índice para maio/2015 mostra:

  • contra abril/15: -1,59%;
  • contra maio/14: -11,79%;
  • acumulado no ano: -8,82%;
  • acumulado em 12 meses: -3,57%.
 

Índice de Consumo das Famílias

 

 

(em var. % acumulada em 12 meses)

 

graph ac

Elaboração: AE/CDL POA.

IC - mai/15 vs. mai/14

 
mai vs mai

Elaboração: AE/CDL POA.

 

Considerações da Assessoria Econômica

O índice de Consumo é construído com base em três fatores que influenciam o comércio de bens e serviços: renda, crédito e confiança do consumidor. Na atual conjuntura econômica, esses três fatores têm sofrido desaceleração, isto é, a moderação no consumo não é resultado de um fator isolado.

O Rio Grande do Sul passa por um período de inflação elevada, taxas de juros altas, baixa confiança do consumidor, mercado de trabalho em processo de desaceleração e parcelamento dos salários de funcionários públicos, tornando improvável que o consumidor encontre espaço em seu orçamento para aumentar seu nível de consumo no mesmo ritmo dos anos anteriores.

 

Índice de Consumo das Famílias – Variação acumulada em 12 meses

 

 

(em var. %)

 

graph ac 2

Elaboração: AE/CDL POA.

 

Na comparação com o mês anterior, maio de 2015 é o décimo terceiro mês consecutivo a apresentar queda no IC. Esse período de queda iniciou-se no segundo trimestre de 2014, que coincide com o trimestre quando iniciou o período atual de recessão do Brasil, segundo o CODACE (Comitê de Datação de Ciclos Econômicos).

Na desagregação por fator, apenas a separação por renda apresenta variação positiva frente ao mesmo mês do ano anterior, no acumulado no ano e no acumulado em 12 meses. Esse evento se deve principalmente à rigidez na geração de massa de salário no Brasil. A rigidez burocrática de manutenção da folha de pagamentos das empresas brasileiras faz com que estas tomem decisões de fazer outros cortes de gastos antes de optarem por demissões como corte de custos. Desde 2014 esse fator apresenta uma relativa estabilidade, se comparada ao crescimento dos 8 anos anteriores.

Por fim, as projeções da Assessoria Econômica da CDL POA para junho no cenário base são de queda de 4,94% no acumulado em 12 meses e queda de 9,37% no acumulado no ano.

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